terça-feira, 14 de agosto de 2007

Capítulo 4 - Pablito, um personagem incomum

Tudo não passou de um susto. Recomposto, Pablito caminhou a procura de seu amigo. Contudo, nesse breve momento de tensão, lembrou-se do sonho que teve, de Kelly e dessa inusitada situação a que passara. Isto seria uma premonição?Seria uma visão? Seria ele um vidente?

Sempre gostou deste universo de ficções que envolviam enigmas a serem desvendados. Antes de dormir sempre lia e relia contos de Edgar Alan Poe.
E até hoje lembra com entusiasmo quando descobriu o assassino de Escaravelho do Diabo, de Agatha Christh, primeiro livro que lera. Por isso aquele sonho lhe inquietava. Não acreditava no acaso,em mera coincidência.

Tomava-lhe a alma um grande desejo de desvendá-lo. Sua cabeça perambulava em imaginários que o tomavam e lhe resgatavam a mente o universo de Arquivo X, série americana.Tinha todos os boxes, via e revia com o mesmo prazer da primeira vez que os viu. Esse era Pablito, jovem de 24 anos, moço tímido, muito namorador, mas solteiro por convicção. Isso é o que dizia para dar respaldo a sua solidão. Muitos de sua rua, aqueles fofoqueiros, lhe zombavam pelas costas, diziam que era um encalhado, garoto bobo, um nerd do rpg. Mas não era verdade.Era exótico, de tamanho médio e olhos escuros, mas com o brilho da mais preciosa ônix. Amigo leal e fiel, desajeitado, e deveras curioso.

- Um dom! Dizia àquele jovem, com entusiasmo. Mal sabia que o que lhe faltava era desvendar seus sonhos. E o quebra cabeça de sua vida torna-se ia um mapa do tesouro.

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