quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Capítulo 7 - Um velho amigo

Foi uma noite especial, algo realmente fantástico. Pablito vivia momentos de êxtase, algo sublime, perto dos deuses. Entretanto a noite acabara e era hora de voltar à realidade.
Um belo dia surgiu. Pablito levantara-se apressado, pois estava atrasado para o trabalho. De um belo conto de fadas, retornava novamente a vida dura e rotineira de um trabalhador.Nunca gostava de chegar atrasado em seus compromissos. Portanto, logo que saiu de casa, encaminhou-se para o ponto. Lá, avistou um táxi e fez sinal para parar.
-Bom dia senhor. Para onde vamos?
-Jaca city, o mais rápido possível.
Aquela voz lhe era familiar. Ao olhar para o retrovisor, reconheceu o taxista. Era Guto Mobilete, amigo dos tempos de adolescência que nunca mais havia visto.
- Pelas barbas do Profeta! É você Guto Mobilete?
- Como sabe meu nome? Eu te conheço de onde?
Desde pequeno, Guto tinha sérios problemas de memória. Lembrava-se pouco das coisas, pagava dívidas duas vezes, coisas estranhas aconteciam com este rapaz. Era apaixonado pela apresentadora Sílvia Popoviti, porém desde que a tiraram do ar caiu em grande depressão.
-Cara, sou eu. Pablito. Fizemos o ensino médio juntos, não se lembra? Você era apaixonado por aquela menina, a Juanete, não se lembra?
-Ah... Sim, sim – respondeu com ar de surpresa - Como você está rapaz?
-Eu estou indo. Estou solteiro ainda, mas parece que minha sorte está mudando. Ontem encontrei uma garota que mexeu com meu coração.
-Eu também estou solteiro.Mas você pegou o telefone dela?
-Claro! Mas não sei o que falar. Tenho medo da rejeição. Talvez tenha sido apenas mais uma aventura na vida dela.
-Não custa tentar, meu amigo. Não deixe o tempo passar!
Tais palavras, por mais óbvias que fossem haviam mexido com Pablito. Era hora de arriscar. Lembrara-se de uma frase do filósofo polonês Franz Ferdinand, que sempre ouvia em momentos de tensão: “É nessa hora que se separam os homens dos meninos!”.
-É mesmo amigão. Não posso deixar que o tempo destrua o que estou sentindo. Agora, me passe seu telefone para marcarmos algo mais tarde.
-Anote aí então. Mas tarde te busco e chame ela para sairmos, ok?
-OK!
Chegara ao trabalho. De uma vida certinha, Pablito estava se tornando um boêmio nato.

Um comentário:

Unknown disse...

essas estorias estão cada vez mais engraçadas, mas faço torcida p q os kras se deem bem. Vai la Pablito e Nelito.... e agora Guto .. hahahahha